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PERDER BEM por Filipe Nunes Vicente

15.03.22

Do fracasso. Esquerda, direita, volver, marche. Como se digere o fracasso? Há uma ordem unida psicológica?
Preocupo-me mais quando são personalidades ciclotímicas (acentuadas variações de humor sem chegar à bipolaridade) ou quando existe uma fraqueza associada: um problema de saúde, uma perda recente etc. Isto porque vejo o fracasso como uma falange que nos sitia. A guerra é inevitável, a logística essencial.
Quando falhamos perdemos meios e territórios. A primeira tarefa é incluir o fracasso na ordem natural das coisas. A segunda é recuperar o moral. Há gente que não consegue a primeira ( não aceita), há gente que não sabe fazer a segunda.

Aceitar o fracasso não significa aceitar o que fizemos para fracassar. Ciclovia: tudo considerado - as nossas acções, as dos outros, o ambiente-, o resultado não podia ser outro. A inteligência não serve só para tirar boas notas ou defender teses académicas. Acima de tudo a inteligência é uma ferramenta para compreender.
Então enfiemos as luvas e subamos ao ringue. Recuperar é recuar. Entender que como estamos  e decidimos não somos suficientemente fortes. Não gostam do ringue, tomem a navegação. Recuar para o porto que conhecemos bem ( Séneca) , restaurar o cordame e os instrumentos de orientação. Visitar amores, comer, beber e dormir. Sonhar.

 

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